Nossa, sabe aqueles dias que você acorda e pensa que não deveria sair da cama?! Pois é hoje foi um desses dias pra mim...
Mas a burra aqui sacudiu a poeira, não ouviu seus instintos, e saiu, enfim da cama...
Resolvi aproveitar o vale que meu amor me deu de aniversario pra uma Yoga chique, peguei minha bike, coloquei ela no ônibus (Onibus aqui tem lugar pra bicicleta) e fui até o tal do centro de Yoga chique...
Bom, o que vale é a intenção do bonitinho... mas vamos colocar assim: OOOhhh presente de grego!!!!!!!!!!!
Cheguei, preenchi uma papelada, e a tiazinha da recepção foi me mostrar o espaço... o clima era bem descontraído, alias, descontraído demais pra yoga... mas vamos que vamos.
Coloquei meu tapetinho de yoga no chão com uma toalha em cima, exigencia da academia, e logo percebi o porque, a sala era quente como uma sauna, pior do que uma sauna. Devia ta rolando uns 50C la dentro... agora, imagina, depois de um dia inteiro de aulas, uma atrás da outra... Como será que estava a sala pra aula de 17h?
Fedendo a gamba morto temperado com cebolas... um cheiro de suvaqueira que nem da pra descrever... entrei na sala e já fiquei enjoada... cheiro insuportável... e a tiazinha siliconada que se dizia professora de yoga pede pra todos se levantarem e fazerem uma respiração profunda... vontade de mandar ela fazer uma respiração profunda no meu ...... (melhor não dizer)
Depois de uns 10 minutos de inspira, expira, e eu já tonta do fedor alheio... começam as posições escalafobéticas...e a menina na minha frente estava só de shortinho e top, mas só de shortinho mesmo, porque a cada posição de abrir as pernas no ar eu checava o útero dela...rs
A sala tava tão entulhada de gente que eu jurava que podia até sentir o cheiro da perereca da fulaninha, meu nariz devia estar uns 2 metros, ou menos de distancia da perereca saltitante... fala sério, nunca vi, fazer yoga de shortinho sem calcinha. Mas pra falar a verdade, quase perguntei pra ela onde ela se depilava, porque a menina tava com uma depilação digna de centro estético brasileiro....
A aula é de uma hora e meia, e eu me lembrei da minha professora de yoga do Brasil, nada siliconada, de 65 anos, que costumava dizer que 1 hora de yoga já é muito, que deveríamos fazer 50 minutos e mais 10 minutos de meditação...
Mas a aula por aqui, tava bombando, e eu suando bicas e a sala ficando mais insuportavelmente suvaquenta...
O pior era ter que ouvir a minha silicone teacher dizer que sofrimento é bom, que devemos sofre pra conseguir nossos objetivos... (ela aprendeu yoga em algum boteco) e ficar constantemente fazendo propaganda da academia com seu microfonizinho... ela falava tão rápido que até eu entender qual era a posição ela já tava na outra.
Com o suadouro da sauninha, obviamente, a carioca aqui começou a sentir sede... peguei minha garrafinha d'água e me hidratei. Pra que? a teacher ficou brava. falou que só podia beber água quando ela mandasse. Dei um sorrisinho e mais um gole, porque sou carioca folgada merrrmo, vou beber minha água quando eu quiser...
Continuei na aula, e de repente uma posição que a cabeça ficava pra baixo muito tempo, e grandes respirações, bom se na altura normal o fedor é de suvaco, imagina qual é o fedor quando se abaixa a cabeça até os joelhos. (ok, sem comentários!)
Comecei a entontecer (existe essa palavra?)!! Sentei no meu tapetinho... eu tava tão derretida de suor que rolava até uma aflição medonha das gotinhas rolando pelo corpo todo. E eu comecei a ver tudo rodar, meu estomago começou a embrulhar, o fedor invadindo as entranhas... chequei meu pulso e tava tão rápido que meu cérebro não acompanhava os batimentos.
Nesse momento a teacher mandou a gente sentar (eu ja tava sentada) e beber água... fdp... a água ja tava na temperatura da sala o que me deu mais náuseas, parecia que eu tava bebendo suor do suvaco alheio... olhei pra cara da teacher e falei que ia sair (já tinha 1 hora da tortura)... e ela me disse que eu estava indo muito bem e que deveria ficar mais já que estava sorrindo...
Respondi que estava sorrindo, porque sou brasileira, e brasileira ri até de desgraça, o que não significava que eu tava feliz. E também disse que eu tava realmente passando mal e sentindo que ia desmaiar. A fdp teve coragem de dizer que estava desapontada comigo!!!!! No meu primeiro dia!!! peguei meu tapetinho, toalha, agua quente e me retirei antes de pular no pescoço dela sorrindo!!
Quando cheguei no banheiro pra tomar banho me olhei no espelho e eu tava roxa... literalmente roxa... alguma coisa realmente tava acontecendo com a minha pressão. Tirei minha roupa, e percebi um detalhe importante no banheiro, ele não tinha porta. Ou seja, ainda tive que pagar bundinha pra meia duzia de gente passeando pela recepção. Mas tudo bem, por tanto que eu me sentisse melhor, valia tudo!
Agora, você que está lendo pensa que acabou... que nada... dias como esses deveriam ser riscados do calendário... porque quando o dia ta uma merda não tem porque não ficar ainda pior.
Saí da academia muito zonza e liguei pro Tony pra soltar os cachorros....rs... tadinho... ele me mandou sentar e beber um gatorade, comer algo... fiz isso, me senti relativamente melhor. Peguei minha bike e fui até o ponto de ônibus.
Sentei numa poltrona sem ninguém do lado, com a minha mochilona no colo (porque aqui todo mundo pensa que mochila tem que ter lugar reservado, eu, bem educadinha, deixo o lugar ao meu lado livre para as pessoas que parecem bem mais cansadas que as mochilas).
Em 10 minutos entra um rapaz cheio de sacolas de plastico, que no inicio achei ser compras, mas logo quando ele sentou ao meu lado percebi que só podia ser merda... como cheirava mal... não sei se as sacolas ou o fulano... mas cheirava a coco, literalmente... parecia que ele tinha defecado (palavra bonita pra coisa feia)e não tinha se limpado...
Fui prendendo a respiração, pois não queria que as náuseas voltassem... e o pior é que nem dá pra abrir as janelas, então toda vez que eu precisava respirar, fingia que tava chorando e colocava minhas narinas no meu suvaco cheiroso de desodorante dove de kiwi... deliciaaa...rs
Claro que eu saltei antes do indivíduo. Peguei minha bike e segui pra casa do meu sogro, quando subi na calçada da rua dele...capluft!! Tomei um tombão... ralei minha perna, mas levantei com classe, segurando o choro, subi na bicicleta e continuei o caminho como se nada tivesse acontecido.
Ao chegar em casa, liguei mais uma vez pro Tony lá nas montanhas pra reclamar que cai da bicicleta. Sabe o que ele falou?
- E a bicicleta, ta bem? ta funcionando ou você quebrou a coitadinha?