sábado, 24 de janeiro de 2009

"Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, sonho que se sonha junto é realidade."

Passamos tempos sonhando...

Muito tempo de nossa vida sonhando...

Mas a verdade é que o sonho só se concretiza quando, finalmente, há pessoas com quem compartilhar os sonhos.
Durante algum tempo pensei muito em mudar o mundo, era um sonho tão só, que mesmo acompanhada de muitos companheiros de luta na universidade, ainda me sentia sozinha no meu sonho e sem coragem de compartilha-lo com os demais.

Hoje não tenho mais medo, que me chamem de "bicho grilo", "maluco beleza", "hippie"... seja lá o que for... quem fala de mim fala porque não tem mais o que falar, o que pensar... eu por exemplo não tenho tempo a perder falando dos outros, julgando e punindo com palavras as pessoas que pensam diferente de mim...

Achei alguém que sonha comigo, bem discretamente e menos eloquente que eu, com certeza. Mas sonha junto, viaja na maionese e coloca os pés no chão... Sonho é algo assim, tem muito de ilusório, mas tem muito de realidade, tem muito do que você realmente é e tem medo de dizer, de agir...

Hoje vivo uma vida simples, que me colocou a prova se eu realmente poderia ser simples, depois de uma criação tão rica de tudo que se possa imaginar, e rica de "danoninho". Como dizem muitos por ai, sou a criança criada a danoninho, sim, mimada demais pela minha mãe, morando num apartamento bom, com um quarto meu, cheia de privilégios que muitos, muitos mesmo, principalmente no Brasil, não tem.

Vim pra fora do Brasil pra viver com menos do que eu tinha lá, pra ter menos, em busca de respostas interiores que hoje me parecem muito claras. Hoje já não tenho mais aquela hipocrisia de me fingir de coitada, pobre. Sei sim que sou rica, num mundo miserável sou rica de diversas maneiras.

O mais louco disso tudo é que aprendi que quanto menos riqueza material se tem, mais rico se é. Mais sonhos se tem. Mais pessoas que sonhem com você haverá. A riqueza material é uma camuflagem de felicidade, e hoje agradeço muito a minha mãe pela criação que me deu, na verdade nunca me deixou perceber o quanto ricos nós éramos. Sempre nos educou de uma maneira simples, o que me fez mais tarde ter vergonha de ser tão rica, quando enfim percebi o tamanho da riqueza que me envolvia.

Mas a maior das riquezas é com certeza a possibilidade de sonhar, e de dividir seus sonhos com sua familia, sua comunidade. Fazer uma realidade melhor pra todos a sua volta, repartir o pão, é o que mais ouvimos quando crianças nas escolinhas dominicais das diversas igrejas de diversas religiões... mas será que alguém realmente aprendeu a lição?

Hippies ou não, estamos sim a procura de uma sociedade alternativa a essa que vivemos. E juntos vamos construir nossos sonhos, talvez mudaremos os sonhos, talvez desistiremos deles... não há receita de bolo pra sonhos, mas a verdade é que nunca poderemos dizer que não tentamos, que não sonhamos e que não idealizamos um mundo melhor.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Meu príncipe sapo encantado na sua caminhote vermelha caindo aos pedaços....


Hoje estava lendo o blog de uma amiga querida que vai casar e ela toda nervosa com os preparativos e com todas as dúvidas que nos surgem antes de assumir esse grande passo...
Fico pensando o quanto passei a minha vida acreditando que o casamento era um bicho papão que vinha me pegar... como eu, diferente dela, não queria me casar por nada... O quanto ainda me pego pensando: "caraca, eu to casada!"
Mas lendo as coisas lindas que ela escreve sobre esse amor que ela sente, me identifico, e hoje percebo que não haveria outro casamento na minha vida a não ser o que eu vivo hoje, que eu achei o meu "príncipe encantado" e que muitas vezes ele é um sapão bobo e chato, mas é só dar beijinho que passa...

Passei boa parte da minha vida não acreditando que havia felicidade a dois, que precisamos estar sozinhos pra estarmos felizes... até descobrir que 1 mais 1 é igual a 2 e não a 1... e que estar com alguém não significa ser esse alguém...
Meu príncipe encantado tem lá os seus defeitos, que agora não me lembro de nenhum...rs... mas tem sim, é capricorniano resmungão... de vez em quando parece que tem 65 anos, coleciona pote velho no armário, se eu jogo fora briga comigo... faz uma bagunça enorme pra cozinhar e não tem noção nenhuma de o que é ter problemas... (americano)rs
Mas ao mesmo tempo esse sapinho é cheio de carinho pra me dar, me mima horrores, me da uns abraços que compensam qualquer briguinha boba, faz massagem, comidinha indiana, me leva pra dançar, compra meu sorvete e meu refrigerante mesmo dando o maior sermão que eu não deveria tomar essas coisas... Me leva em qualquer lugar que eu peça, quase sem reclamar...rs.... Mas o mais importante, sonha comigo os meus sonhos. Além de conversar horas sobre política sem reclamar, me fazer comer todos os verdes existentes na Terra, e me olhar como se eu fosse o último docinho da padaria...rs
Tudo isso faz parte do casamento... faz parte do namoro... faz parte da amizade... da cumplicidade... da lealdade...que existe em qualquer relacionamento... Pra amar alguém precisamos nos amar.. pra cuidar de alguém é preciso se cuidar... pra respeitar alguém é preciso se respeitar..
E a vida é assim cheia de extremidades, de preto e branco, sol e lua, mar e montanha, frio e calor, doce e salgado, príncipes e sapos, princesas e bruxas... Somos todos um pouquinho de tudo... e é essa mistura que faz a imperfeição ser ainda mais perfeita e bonita de se viver...
Desejo que todos os casais, casados ou não, tenham a felicidade que tenho... não posso nem desejar em dobro, pois a minha é infinita... Deus cuida da minha vida, cuida dos meus sonhos e cuida pra que os caminhos sejam sempre floridos e coloridos, por mais que as pedras e tempestades também façam parte da caminhada...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

"Era um biquini de bolinha amarelinho tão pequenininho..."



Minha mãe já dizia que eu adorava essa música quando pequena, agora entendo o porque...

Mais uma da academia...

Tenho dois biquinis que trouxe do RJ. Um fica nas montanhas e outro na casa do meu sogro. Como na maioria das vezes que vou nadar saio da casa do meu sogro, deixo lá o mais descentezinho. Aquele que eu comprei de última hora com a minha mãe na Bum Bum, estilo shortinho pras praias brasileiras, pra cá quase um fio dental...

Nas montanhas guardo um biquini que comprei em Saquarema, daqueles bem baratinhos, que pra cá não chega nem a ser biquini, é algo inexistente de tão pequeno.

Segunda Feira nas montanhas, o Tony chega pra mim e diz que quer andar de bicicleta no Red Rock, e eu tive a brilhante idéia: - Então me deixa na academia! - Só um problema, meu biquini descente tá na casa do sogro... aiiii.... lá fui eu desembrulhar o outro biquini do fundo da gaveta... E lá vamos nós, seja o que Deus quiser...

É muito engraçado perceber que quando usava o mesmo biquini no Brasil nunca tinha vergonha, ou me sentia constrangida... Afinal, era provavelmente o maior biquini da praia... Esse biquini de bolinhas, que comprei em Saquarema, num pós carnaval de 2008, me apaixonei por ele, é um pouco menor do que os que estou acostumada a usar, mas ainda enorme pras praias do Rio.

Na academia: passei horas malhando, malhei mais do que o normal, tudo pra adiar o momento de ir pra sauna e pra piscina. Mas uma hora já não tinha mais aparelho pra fazer, e eu já tava colocando os bofes pra fora. Tomei coragem e dei o primeiro passo: Vestiário.

No vestiário entoquei minhas coisas debaixo do braço e fui pra um banheiro trocar de roupa, coloquei o biquini e mesmo sem olhar no espelho já percebia o quão pequeno ele era pra ocasião. Pensei: Coragem, menina, coragem!

Me enrolei na toalha de rosto que levo (ou seja que não cobre nem metade da minha perna) e fui encarar primeiramente o espelho: "Tudo bem, eu sou bonita... Pra EUA eu sou até magrinha... relaxa, relaxa..." Quando olhei pro lado já tinha duas mulheres me encarando, como aqui toda mulher é bisexual eu não consegui saber se elas estavam me dando mole ou me hostilizando... De qualquer forma tentei pensar que estavam me dando mole, assim ganhava mais confiança.

Confiança mesmo eu ganhei quando fui pra área das saunas... Sempre vou na sauna úmida, pra matar a saudade de respirar confortávelmente, mas a sauna úmida é aquela que fica toda esfumaçada e você mal consegue ver onde vai sentar. Ao entrar na sauna, com o que eu dou de cara???? Uma chinesa pelada!!! Totalmente nua... Devia ter seus 40 anos... Mas eu vou te contar, você não quer ver chinesa pelada... dá medo! Mas naquele ponto da minha insegurança, me deu até um estado de alegria, meu biquini era maior do que a nudez dela... ufa, alguém mais sem noção que eu...

Ainda sobre a chinesa, uma observação importante: Eu sei que em sauna feminina tem muita gente que costuma ficar pelada, mas que pelo menos leva uma toalhinha pra se sentar... a "tia" china tava nua e sem toalha e fedia como um gambá raivoso, depois disso to pensando em levar 3 toalhas pra me sentar naqueles ladrinhos infectados por pererecas mal cheirosas..rs

Voltando ao meu biquini... Depois de 5 minutos na sauna, o máximo que pude aguentar do cheiro insuportável... entrei finalmente na área das piscinas, essa sim uma área mista...ou seja, cheia de homens velhos, barrigudos, mal encarados...

Eu, meu biquini e minha toalha de rosto entramos no recinto aquatico... todos envergonhados.... Pendurei minha toalha e encarei o chuveiro... percebi uns 3 pescoços masculinos se quebrando pra me ver no chuveiro, e eu pensando: "eu não posso pagar mico, age naturalmente, naturalmente..."

Do chuveiro pra piscina: "Pqp, a água ta gelada!" A água nunca ta gelada, é só eu estar com um biquini minusculo que nada me ajuda... dei um gritinho singelo e uns saltinhos na escada...(ok, pode rir, eu deixo) Todos me encararam! Entrei de uma vez, e saí em 2 minutos, antes que eu congelasse.

Da piscina pro Hot Tube, o banheirão quente, onde fica todo mundo brigando por um lugar na hidromassagem. E lá vamos nós! Todos me encaravam, e um cara na minha frente até se atreveu a falar comigo: - how are you? Só balancei a cabeça... e pensei: 5 meses vindo pra essa academia, nunca ninguém que não fosse professor dirigiu a palavra a mim, só colocar um biquini brasileiro que eu corro até o risco de fazer "amigos".rs

15 minutos de banheirão e finalmete estava na hora do Tony vir me apanhar. Fui pro banho, encarei a "tia" china no caminho pro meu ármario (agora vestida, mas ainda mal cheirosa) e depois de linda, cheirosa e vestida fui ao encontro do meu amor...

No carro ele pergunta do biquini me zoando: - E ai fez sucesso?
Eu respondo: - Fui a sensação, esse povo vai ter assunto pra 1 semana!

domingo, 18 de janeiro de 2009

qualquer semelhança com a realidade é pura ironia do destino....rs


Buteco no deserto

Como seria bom abrir um buteco no deserto. Daqueles que se ve em filme, com uma pequena mesa de sinuca, um forrozinho sem vergonha, cerveja e cachaça da pior qualidade e umas putas pra enfeitar o local.

Olho de um lado, visual desértico...olho do outro e vejo o mesmo. Poderia brincar do jogo dos 7 erros com o visual da janela esquerda e da janela direita do meu carro. Talvez acharia umas 5 diferenças no máximo.

São mais de 40 minutos de viagem até a civilização, no banco do carona, ouvindo alguma música estrangeira que não me agrada muito e pensando profundamente no buteco... Butequinho querido que tem em toda esquina no Rio de Janeiro, fedido, cheio de bêbados, cheio de putas, cheio de trabalhadores suados, estudantes universitários, torcedores enraivecidos, torcedores a comemorar, Fla x Flu na televisão em altíssimo volume, todos em altíssimo volume, o cheiro do cigarro vagabundo, e o chão ensebado de gordura do frango assado, da linguiça calabresa, das milhões de gotas de cachaça que vão pro santo, dos sapatos, ténis, saltos altos, havaianas que ali passam diariamente pra tomar uma birita, bater um papo, matar aula, comprar um maço de cigarro, assistir o bom e velho futebol ou simplesmente gastar tempo...

E dos meus lados a paisagem, linda, não há como negar, mas sem emoção, sem drama, sem áudio e quase monocromática.

Vou abrir um buteco no deserto! Porque por onde viajei dentro do Brasil, seja onde for, no mato mais mato do mato, sempre tinha um buteco sujo. Nunca gostei muito, aliás há poucos butecos que posso dizer que me afeiçoei... Não sou lá muito cachaceira, mas como disse antes muitas vezes só se vai ao buteco pra gastar tempo, meu passatempo preferido na época da faculdade.

Bom tempo aquele em que eu matava uma aula chata pra ficar sentada no buteco do DCE bebendo uma Itaipava gelada na companhia de amigas queridas, confabulando revoluções academicas (as vezes mundiais, dependendo da quantidade de álcool ingerido) ou paquerando os poucos homens existentes no Campus da Praia Vermelha.

E as viagens pro interior do Rio, aquela boa paradinha no buteco, comer um pão de queijo com guaraná natural, usar o banheiro, fazer hora até o ônibus chegar... jogar conversa fora, planejar a viagem, contar o dinheiro, convidar desconhecidos a nos conhecerem...

Onde estou posso procurar e procurar muito que não vou achar nada nem parecido com um buteco, qualquer lugar aqui pra se bater papo, tomar uma birita ou gastar hora, vai lhe custar no mínimo 50 dollares (um bem baratinho), e o papo não vai rolar porque a música é muito alta, a birita é tão colorida e cheia de frescura que vem dançando até a sua mesa, e a hora demora horas pra passar. Nem pense em paquerar, pode ser preso por atentado ao pudor. Se cair um cisco no seu olho, coloque a cabeça debaixo do guardanapo pra tirar, pois se alguém perceber que você está piscando pode chamar a polícia.

Ah, como eu sinto falta daquele fedorzinho característico dos butecos da Lapa, dos bebados, das putas, dos travestis, dos "amigos" da Lapa (aqueles que a gente não tem idéia do nome, mas sempre cumprimenta), dos mimicos malucos, a galera da cachacinha com mel, dos hippies e suas bujigangas, da sinuca, das brigas, do samba, forró, maracatu e até do funk indecente. Todos reunidos em volta dos butecos.

Saudade de sair de casa sem rumo e acabar a noite num buteco chique (agora a Lapa deu pra ter buteco chique), ouvindo uma mpb gostosa depois de curtir a noite inteira de Circo Voador, e ser praticamente expulsa pelos garçons que querem fechar o estabelecimento. Porque buteco chique fecha, buteco fedorento é como ônibus circular, não para nunca.

Aqui, saio de um cinema, e penso: e agora? Agora nada. Não tem buteco. Por isso falo e repito meu projeto pra Las Vegas: Buteco no deserto!

Planos de viagem....ou planos de fuga!!



Tenho passado grande tempo pensando num plano de viagem... o que acabou se tornando um plano de fuga, quando planejo a viagem com meu marido...

Nós que não combinamos nem um pouco com Las Vegas e já estamos cansados da vida de cidade grande, passamos horas das nossas semanas fazendo planos infalíveis de como fugir da cidade grande, comprar uma terrinha, criar umas galinhas e viver na paz...

Entre os 500 planos mirabolantes já foi incluido a possibilidade de roubo de banco, sequestro de navio na Nova Zelandia, plantação de cannabis na California... tudo de mais absurdo passando pelas cabeças transtornadas desses dois "bichos grilos" (como diria meu irmão) inadaptados ao capitalismo selvagem.

Tirando os planos nada reais, doentios e perigosos... entra os planos que possam talvez ter alguma chance de acontecer...

e assim os planos vão se alastrando e daqui a pouco terão vida própria e decidirão sozinhos quais caminhos tomar... Afinal, o mundo nos pertence, e lá vamos nós.....

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Miedo ((Quem não tem?))

Retomando... (((Eu Sou)))


Retomando ao meu blog...

Dizem que leva 1 ano pra uma pessoa começar a se adaptar a uma nova cultura... bom, Graças a Deus já tem quase 6 meses que aqui estou na Gringolandia.... w até me sinto bastante adaptada pra 5 meses...

Ando de ônibus pela cidade, vou pra academia, faços uns bicos, já tenho 4 colegas brasileiras, tenho amigas nas montanhas, já ando na neve, ando de bicicleta pela cidade e já consigo até fazer caminhos alternativos com ela...
Já me adaptei ao frio, ao ponto de quando ta 2, 3 graus eu achar que ta quentinho o dia...rs...

O que é inadaptável são as pessoas... e as vezes me pergunto se sou eu que sou implicante, mas logo percebo que não...

Essa semana enquanto fazia minha aula de Yoga no nível intermediário, que pra mim é supra sumo de dificil... hehe... Enquanto a minha professora, grávida de 5 meses, colocava a perna direita na orelha esquerda e se equilibrava no chão com apenas 1 mão, eu. obviamente, assistia, sem coragem nem de tentar... Imaginando na minha cabeça que se eu tentasse provavelmente teriam que chamar os bombeiros pra desdar esse nó... Mas é claro, que toda a turma tentava, e eu só ouvia os estabacos, os gemidos de dor...

No final da aula, a professora me chama, e eu crente que ia tomar esporro, e ela me vem com um sorriso enorme me dizendo que eu tenho uma energia muito bonita, e que ela tinha gostado de ver que eu fiz a aula inteira sorrindo, mesmo quando não conseguia fazer as posições...

Vou ser bem sincera: de primeira fiquei me sentindo idiota! Puta que pariu, não é que eu fico rindo pras paredes?! O povo aqui deve pensar que eu sou retardada, ficar rindo a toa por ai... Depois de um bom banho quente, comecei a encarar o elogio em si... e até me puni mentalmente por em algum momento ter pensado que eu era idiota...

Se eu to sorrindo é porque não tenho motivo pra chorar... se eu to sorrindo é porque sou feliz por natureza... sou, enfim, de uma natureza feliz... onde mesmo na merda a gente da um jeito de achar graça...

Por aqui a graça nem chegou, coitadinha, esquecida nos suburbios do Planeta... E pobres vizinhos ricos, com suas faces maquiadas, seus carros da moda, seus dinheiros que tudo pode e tudo compra...(ou acha que pode e compra) incapazes, enfim, de sorrir... ato simples de demonstração de não tristeza...

Acho, então, que não sou idiota... talvez um pouco ingênua de ainda acreditar que não vou me adaptar e me tornar uma igual... mas definitivamente a conjugação pra mim é: Eu Sou! Não importa como, onde, de que maneira, com quais bens, bonita ou feia... Eu Sou!

E por ser quem sou, continuarei sorrindo na aula de Yoga, malhando, caminhando pela rua, no ônibus, na bicicleta, fazendo compras... enquanto não houver motivo pra chorar, estarei eu sorrindo... E eles que se adaptem a mim! :)

sábado, 3 de janeiro de 2009

Feliz Ano Novo!!!

O que eu quero pra 2009????
Nem sei mais o que querer... nem sei se tenho o direito de querer tanto... Tanta gente com tão pouco e eu sempre querendo, desejando, esperando...
O melhor pra se querer pra 2009 é o não querer, o não desejar, o não esperar... sem espectativas fica muito mais fácil ter um ano feliz...

Que 2009 me surpreenda!!