Nossa, sabe aqueles dias que você acorda e pensa que não deveria sair da cama?! Pois é hoje foi um desses dias pra mim...
Mas a burra aqui sacudiu a poeira, não ouviu seus instintos, e saiu, enfim da cama...
Resolvi aproveitar o vale que meu amor me deu de aniversario pra uma Yoga chique, peguei minha bike, coloquei ela no ônibus (Onibus aqui tem lugar pra bicicleta) e fui até o tal do centro de Yoga chique...
Bom, o que vale é a intenção do bonitinho... mas vamos colocar assim: OOOhhh presente de grego!!!!!!!!!!!
Cheguei, preenchi uma papelada, e a tiazinha da recepção foi me mostrar o espaço... o clima era bem descontraído, alias, descontraído demais pra yoga... mas vamos que vamos.
Coloquei meu tapetinho de yoga no chão com uma toalha em cima, exigencia da academia, e logo percebi o porque, a sala era quente como uma sauna, pior do que uma sauna. Devia ta rolando uns 50C la dentro... agora, imagina, depois de um dia inteiro de aulas, uma atrás da outra... Como será que estava a sala pra aula de 17h?
Fedendo a gamba morto temperado com cebolas... um cheiro de suvaqueira que nem da pra descrever... entrei na sala e já fiquei enjoada... cheiro insuportável... e a tiazinha siliconada que se dizia professora de yoga pede pra todos se levantarem e fazerem uma respiração profunda... vontade de mandar ela fazer uma respiração profunda no meu ...... (melhor não dizer)
Depois de uns 10 minutos de inspira, expira, e eu já tonta do fedor alheio... começam as posições escalafobéticas...e a menina na minha frente estava só de shortinho e top, mas só de shortinho mesmo, porque a cada posição de abrir as pernas no ar eu checava o útero dela...rs
A sala tava tão entulhada de gente que eu jurava que podia até sentir o cheiro da perereca da fulaninha, meu nariz devia estar uns 2 metros, ou menos de distancia da perereca saltitante... fala sério, nunca vi, fazer yoga de shortinho sem calcinha. Mas pra falar a verdade, quase perguntei pra ela onde ela se depilava, porque a menina tava com uma depilação digna de centro estético brasileiro....
A aula é de uma hora e meia, e eu me lembrei da minha professora de yoga do Brasil, nada siliconada, de 65 anos, que costumava dizer que 1 hora de yoga já é muito, que deveríamos fazer 50 minutos e mais 10 minutos de meditação...
Mas a aula por aqui, tava bombando, e eu suando bicas e a sala ficando mais insuportavelmente suvaquenta...
O pior era ter que ouvir a minha silicone teacher dizer que sofrimento é bom, que devemos sofre pra conseguir nossos objetivos... (ela aprendeu yoga em algum boteco) e ficar constantemente fazendo propaganda da academia com seu microfonizinho... ela falava tão rápido que até eu entender qual era a posição ela já tava na outra.
Com o suadouro da sauninha, obviamente, a carioca aqui começou a sentir sede... peguei minha garrafinha d'água e me hidratei. Pra que? a teacher ficou brava. falou que só podia beber água quando ela mandasse. Dei um sorrisinho e mais um gole, porque sou carioca folgada merrrmo, vou beber minha água quando eu quiser...
Continuei na aula, e de repente uma posição que a cabeça ficava pra baixo muito tempo, e grandes respirações, bom se na altura normal o fedor é de suvaco, imagina qual é o fedor quando se abaixa a cabeça até os joelhos. (ok, sem comentários!)
Comecei a entontecer (existe essa palavra?)!! Sentei no meu tapetinho... eu tava tão derretida de suor que rolava até uma aflição medonha das gotinhas rolando pelo corpo todo. E eu comecei a ver tudo rodar, meu estomago começou a embrulhar, o fedor invadindo as entranhas... chequei meu pulso e tava tão rápido que meu cérebro não acompanhava os batimentos.
Nesse momento a teacher mandou a gente sentar (eu ja tava sentada) e beber água... fdp... a água ja tava na temperatura da sala o que me deu mais náuseas, parecia que eu tava bebendo suor do suvaco alheio... olhei pra cara da teacher e falei que ia sair (já tinha 1 hora da tortura)... e ela me disse que eu estava indo muito bem e que deveria ficar mais já que estava sorrindo...
Respondi que estava sorrindo, porque sou brasileira, e brasileira ri até de desgraça, o que não significava que eu tava feliz. E também disse que eu tava realmente passando mal e sentindo que ia desmaiar. A fdp teve coragem de dizer que estava desapontada comigo!!!!! No meu primeiro dia!!! peguei meu tapetinho, toalha, agua quente e me retirei antes de pular no pescoço dela sorrindo!!
Quando cheguei no banheiro pra tomar banho me olhei no espelho e eu tava roxa... literalmente roxa... alguma coisa realmente tava acontecendo com a minha pressão. Tirei minha roupa, e percebi um detalhe importante no banheiro, ele não tinha porta. Ou seja, ainda tive que pagar bundinha pra meia duzia de gente passeando pela recepção. Mas tudo bem, por tanto que eu me sentisse melhor, valia tudo!
Agora, você que está lendo pensa que acabou... que nada... dias como esses deveriam ser riscados do calendário... porque quando o dia ta uma merda não tem porque não ficar ainda pior.
Saí da academia muito zonza e liguei pro Tony pra soltar os cachorros....rs... tadinho... ele me mandou sentar e beber um gatorade, comer algo... fiz isso, me senti relativamente melhor. Peguei minha bike e fui até o ponto de ônibus.
Sentei numa poltrona sem ninguém do lado, com a minha mochilona no colo (porque aqui todo mundo pensa que mochila tem que ter lugar reservado, eu, bem educadinha, deixo o lugar ao meu lado livre para as pessoas que parecem bem mais cansadas que as mochilas).
Em 10 minutos entra um rapaz cheio de sacolas de plastico, que no inicio achei ser compras, mas logo quando ele sentou ao meu lado percebi que só podia ser merda... como cheirava mal... não sei se as sacolas ou o fulano... mas cheirava a coco, literalmente... parecia que ele tinha defecado (palavra bonita pra coisa feia)e não tinha se limpado...
Fui prendendo a respiração, pois não queria que as náuseas voltassem... e o pior é que nem dá pra abrir as janelas, então toda vez que eu precisava respirar, fingia que tava chorando e colocava minhas narinas no meu suvaco cheiroso de desodorante dove de kiwi... deliciaaa...rs
Claro que eu saltei antes do indivíduo. Peguei minha bike e segui pra casa do meu sogro, quando subi na calçada da rua dele...capluft!! Tomei um tombão... ralei minha perna, mas levantei com classe, segurando o choro, subi na bicicleta e continuei o caminho como se nada tivesse acontecido.
Ao chegar em casa, liguei mais uma vez pro Tony lá nas montanhas pra reclamar que cai da bicicleta. Sabe o que ele falou?
- E a bicicleta, ta bem? ta funcionando ou você quebrou a coitadinha?
quinta-feira, 26 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
Cuidadooooo com meu pit bull!!!!!!

Só rindo mesmo... estava aqui lembrando do meu queridinho no consulado brasileiro em LA.... como foi desesperador, e agora, enfim, engraçado!
Depois de horas esperando na fila, e mais horas esperando o idiota do rapaz achar as regras dos papéis que estávamos requerendo, ele nos da 10 minutos pra tirar uma xerox, levamos 5 minutos e quando voltamos o segurança pediu pra sentarmos e esperarmos que ele já voltava...
1 hora de chá de cadeira e nada, o segurança com pena foi lá dentro perguntar do tal rapaz... e vem uma consulesa cheia de marra perguntando o que a gente queria, como se a gente tivesse feito algo de errado... meu pit bull, sem dizer nenhuma palavra, rosnou pra senhora consulesa... que rosnou de volta, mandando ele se acalmar....
Dei uma bundada nele e coloquei ele de lado antes que ele mordesse também... é claro que a senhora consulesa resolveu tudo, comigo, falando em portugues e eu sendo muito educadinha com ela... enquanto meu pitbull assistia com carinha de intrigado...
É incrível como o Tony não precisa falar nada pra expressar seus sentimentos, os olhos dele gritam, se revoltam, amam, choram, entristessem, sorriem, gargalham por ele...
É um amor esse meu marido... mas eu, sinceramente, acho que quando estamos enfrentando as burocracias cotidianas, como no banco, na fila do consulado, na farmacia ou no mercado, as pessoas devem pensar que ele me bate, me agride, é mau mesmo... porque como rosna esse menino em situações de burocracia....
Mas o melhor foi a definição dele da situação: "Amor, se você não se comportar direito, vai pro inferno, e o inferno vai ser assim: preenche papel, tira xerox, pega fila de horas com criança chorando, confusão, pra quando chegar a sua vez alguém te encaminha pra um segundo lugar onde tem mais papel, xerox, fila... e assim, nunca acaba... assim é o inferno!"
Só rindo...
terça-feira, 17 de março de 2009
"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"
Essa é minha nova tatuagem... muito prazer...
Com ela o significado do que aprendi e continuo aprendendo na minha vida... principalmente depois que saí de casa, do meu país...
Este é o símbolo do infinito... o oito deitado, ou a cobra que pega o próprio rabo...
O meu infinito, os meus valores, os meus amores, a minha cultura, o que não há como ser alterado, modificado, transformado... porque faz parte da pessoa que sou, da criação que tive, dos valores que aprendi, das pessoas que amei e ainda amo... tudo que me moldou pela vida e continua me moldando e faz ser infinito...
O amor é infinito, e quando você se entrega ao amor, Deus abre todas as portas, e todas as pedras nos caminhos se tornam menos dolorosas, mais fáceis de contornar, porque é só no amor que temos as soluções, só quando, sem medo, nos entregamos ao amor que podemos ver claramente esse infinito...
O meu infinito particular é tudo que há em mim, as qualidades e os defeitos... é minha fé e minha insonia... é minha criança viva... são as canções do violão do meu irmão... são as mãos geladas de lavar louça da minha mãe mexendo em meus cabelos... o abraço grande de meu pai... o abraço pequeno da Bia... o sorriso da Gabi... são as minhas amigas na pizzaria tagarelando... é o abraço do meu amor de manhã... são as histórias de minha avó e o cheiro dos travesseiros da casa dela... é o por do sol de Ipanema... o ônibus na Central... é, enfim, tudo que me tocou nesses 27 anos, tudo que me fez ser quem sou, tudo que me permirte ainda sonhar, desejar, brincar, sorrir, crescer, aprender e amar amar amar sempre mais e mais...
É uma tatuagem feita em mim, pros amores da minha vida...
sexta-feira, 13 de março de 2009
"Uma baba quase perfeita"
Bom, finalmente, depois de tanta procura arrumei uma casa pra trabalhar.
Já tem 3 semanas, estava esperando vingar antes de contar, averiguando se a familia era normal, se não faziam rituais macabros de juntar lixo debaixo da cama...essas coisas!
Normais, ao que me parecem, ela espanhola, ele americano...o bebe tem 7 meses e se chama Dean. Um fofo! Mas manhoso é apelido pra ele. Na verdade a mãe só me contratou pra ficar ali do ladinho dele, porque ela fica em casa... mas acredita que o menino precisa de muita atenção, então contratou uma baba ( a boba aqui), que fica olhando passo a passo da descoberta do mundo de Dean.
No dia da entrevista, ela logo me falou que o menino estranhava todo mundo. Depois de 5 minutos conversando com ela, Dean se jogou no meu colo, abriu aquele sorriso banguela. Ela me ligou 10 minutos depois que sai da casa dela pra falar que eu estava contratada!
E segue assim, dia após dia, o Dean me amando loucamente, porque tem uma amiguinha pra brincar com ele, assistir aqueles programas educativos pra bebes, passear com ele... Tava tudo maravilhoso até essa semana...
Acabo a semana exausta, porque o menino tá com dente nascendo, aprendendo a engatinhar e com dor de ouvido, além de ter acabado de se mudar de Nova York pra Las Vegas e ainda não ter se acostumado com o fuso. A frustração dele é tanta que da dó! Tenta engatinhar não consegue! Coça as gengivas o dia todo num sofrimento! Não consegue dormir! E, literalmente, soca os ouvidos de dor!
Hoje tive vontade de sentar no chão e chorar. Não sei se por ele ou por mim, porque tava me sentindo muito culpada por estar perdendo a paciencia e ao mesmo tempo tava com tanta peninha dele, porque era choro com lágrima, esgoelado, vindo lá do fundo do pulmão, com direito a tosse... tenho vontade de chorar junto (o baba de merda!).
A mãe já levou 2 x ao médico e ele já tá na segunda tentativa do antibiótico, sinto que ele tá ficando muito fraquinho mesmo de tanta mudança na vida, remédio, dores...
Eu sou aquela baba pra brincar, rir, fazer cosquinha... na hora que o bicho pega, e ele começa a chorar, tenho vontade de ligar pro disque mãe, e pedir pra minha vir correndo acudir o menino!
Mas, há que se aprender... e a verdade é que depois dessa semana cansativa, que a mãe tinha que vir sempre pra colocar ele pra dormir, hoje, finalmente, ele dormiu comigo, no meu colo. Eu cantarolando chico buarque pro menino, e ele dormiu... bem que minha mãe falou que cantarolava chico pros pimpolhos dela dormirem, não é que da certo!!!
Agora a maior das raivas é quando ele ta dormindo bonitinho no bercinho dele, com a porta do quarto fechada e o pentelho do gato (eles tem 2 gatos) fica pulando na maçaneta pra abrir a porta e acorda o bebe!! Esqueci que o gato nao era meu e dei-lhe uma palmada...rs... gato safado!!
Por hoje é só, pessoal... vou dormir que a rotina agora tá matando a pau!
Bom fim de semana para todos!
Já tem 3 semanas, estava esperando vingar antes de contar, averiguando se a familia era normal, se não faziam rituais macabros de juntar lixo debaixo da cama...essas coisas!
Normais, ao que me parecem, ela espanhola, ele americano...o bebe tem 7 meses e se chama Dean. Um fofo! Mas manhoso é apelido pra ele. Na verdade a mãe só me contratou pra ficar ali do ladinho dele, porque ela fica em casa... mas acredita que o menino precisa de muita atenção, então contratou uma baba ( a boba aqui), que fica olhando passo a passo da descoberta do mundo de Dean.
No dia da entrevista, ela logo me falou que o menino estranhava todo mundo. Depois de 5 minutos conversando com ela, Dean se jogou no meu colo, abriu aquele sorriso banguela. Ela me ligou 10 minutos depois que sai da casa dela pra falar que eu estava contratada!
E segue assim, dia após dia, o Dean me amando loucamente, porque tem uma amiguinha pra brincar com ele, assistir aqueles programas educativos pra bebes, passear com ele... Tava tudo maravilhoso até essa semana...
Acabo a semana exausta, porque o menino tá com dente nascendo, aprendendo a engatinhar e com dor de ouvido, além de ter acabado de se mudar de Nova York pra Las Vegas e ainda não ter se acostumado com o fuso. A frustração dele é tanta que da dó! Tenta engatinhar não consegue! Coça as gengivas o dia todo num sofrimento! Não consegue dormir! E, literalmente, soca os ouvidos de dor!
Hoje tive vontade de sentar no chão e chorar. Não sei se por ele ou por mim, porque tava me sentindo muito culpada por estar perdendo a paciencia e ao mesmo tempo tava com tanta peninha dele, porque era choro com lágrima, esgoelado, vindo lá do fundo do pulmão, com direito a tosse... tenho vontade de chorar junto (o baba de merda!).
A mãe já levou 2 x ao médico e ele já tá na segunda tentativa do antibiótico, sinto que ele tá ficando muito fraquinho mesmo de tanta mudança na vida, remédio, dores...
Eu sou aquela baba pra brincar, rir, fazer cosquinha... na hora que o bicho pega, e ele começa a chorar, tenho vontade de ligar pro disque mãe, e pedir pra minha vir correndo acudir o menino!
Mas, há que se aprender... e a verdade é que depois dessa semana cansativa, que a mãe tinha que vir sempre pra colocar ele pra dormir, hoje, finalmente, ele dormiu comigo, no meu colo. Eu cantarolando chico buarque pro menino, e ele dormiu... bem que minha mãe falou que cantarolava chico pros pimpolhos dela dormirem, não é que da certo!!!
Agora a maior das raivas é quando ele ta dormindo bonitinho no bercinho dele, com a porta do quarto fechada e o pentelho do gato (eles tem 2 gatos) fica pulando na maçaneta pra abrir a porta e acorda o bebe!! Esqueci que o gato nao era meu e dei-lhe uma palmada...rs... gato safado!!
Por hoje é só, pessoal... vou dormir que a rotina agora tá matando a pau!
Bom fim de semana para todos!
segunda-feira, 9 de março de 2009
Os pombos daqui não cagam como os pombos daí
É verdade!!
Tenho reparado diariamente por meses...
Os pombos daqui não cagam como os pombos daí... e me desculpem o palavriado, mas esse negócio de falar fazer coco, defecar, passar um fax, etc e tal, não funcionam no meu vocabulário!
Vou para o ponto de ônibus todo dia as 6:30 da manhã, espero uns 10 minutos até o ônibus passar, exatamente no horário marcado, mas sempre chego 10 minutos antes porque como boa carioca sempre conto com os imprevistos, que parecem que não acontecem em país de primeiro mundo. Mas voltando ao ponto de ônibus: Sento lá e fico 10 minutos olhando pro parque que tem em frente ao ponto, onde há muitos pombos, que por volta das 6:30 ficam voando de um poste ao outro, como se fosse um exercício matinal.
Eu não sou fã de pombos, bichinhos nojentos, ratos com asas, cheios de doença. E observando o voo de longe cheguei até a duvidar e coçar os olhos pra ter certeza de que eram pombos.
Sim são pombos, e toda manhã olho eles fazerem seu exercício matinal, e no fim da tarde quando chego exatamente as 4:06 no ponto de onibus de volta do trabalho, sigo pela calçada do parque com receio de receber a boa e velha cagada de pombo na cabeça, já que eles moram ali, nos fios que ligam os dois postes em frente ao parque.
Depois de alguns dias sem receber nenhuma cagada, comecei a reparar no chão, e nada de marca de coco de pombo, no dia seguinte reparei nos carros estacionados no parque e nada de marca de coco de pombo...
Comecei a pensar: pobres pombos oprimidos por esse sistema rígido de organização total, devem ser proibidos de cagar! Porque se você, brasileiro, reparar bem toda praça que tem pombo no Brasil tem coco de pombo por tudo quanto é lugar, sequinhos pelo sol nos bancos da praça, nos vidros dos carros, e especialmente na cabeça da criançada...
Hoje observando-os mais uma vez pela manhã, comecei a segunda etapa da observação, agora olhando a bunda dos pombos, estudando qual é a estratégia que eles usam pra o coco evaporar, sumir, ou de repente, um dia desses pego um deles no flagra cagando escondidinho atrás da moita...
Tenho reparado diariamente por meses...
Os pombos daqui não cagam como os pombos daí... e me desculpem o palavriado, mas esse negócio de falar fazer coco, defecar, passar um fax, etc e tal, não funcionam no meu vocabulário!
Vou para o ponto de ônibus todo dia as 6:30 da manhã, espero uns 10 minutos até o ônibus passar, exatamente no horário marcado, mas sempre chego 10 minutos antes porque como boa carioca sempre conto com os imprevistos, que parecem que não acontecem em país de primeiro mundo. Mas voltando ao ponto de ônibus: Sento lá e fico 10 minutos olhando pro parque que tem em frente ao ponto, onde há muitos pombos, que por volta das 6:30 ficam voando de um poste ao outro, como se fosse um exercício matinal.
Eu não sou fã de pombos, bichinhos nojentos, ratos com asas, cheios de doença. E observando o voo de longe cheguei até a duvidar e coçar os olhos pra ter certeza de que eram pombos.
Sim são pombos, e toda manhã olho eles fazerem seu exercício matinal, e no fim da tarde quando chego exatamente as 4:06 no ponto de onibus de volta do trabalho, sigo pela calçada do parque com receio de receber a boa e velha cagada de pombo na cabeça, já que eles moram ali, nos fios que ligam os dois postes em frente ao parque.
Depois de alguns dias sem receber nenhuma cagada, comecei a reparar no chão, e nada de marca de coco de pombo, no dia seguinte reparei nos carros estacionados no parque e nada de marca de coco de pombo...
Comecei a pensar: pobres pombos oprimidos por esse sistema rígido de organização total, devem ser proibidos de cagar! Porque se você, brasileiro, reparar bem toda praça que tem pombo no Brasil tem coco de pombo por tudo quanto é lugar, sequinhos pelo sol nos bancos da praça, nos vidros dos carros, e especialmente na cabeça da criançada...
Hoje observando-os mais uma vez pela manhã, comecei a segunda etapa da observação, agora olhando a bunda dos pombos, estudando qual é a estratégia que eles usam pra o coco evaporar, sumir, ou de repente, um dia desses pego um deles no flagra cagando escondidinho atrás da moita...
domingo, 8 de março de 2009
Feliz dia das Mulheres!!!
Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Eu sou pau prá toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Hum! Hum!
Minha força não é bruta
Não sou freira
Nem sou puta...
Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem
Nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Eu sou mais macho
Que muito homem...
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Hi! Hi!
Fama de porra louca
Tudo bem!
Minha mãe
É Maria Ninguém
Não sou atriz
Modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Eu sou mais macho
Que muito homem...
Nem!
Toda feiticeira é corcunda
Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem...
Pra todas as mulheres um maravilhoso dia... e que o dia das mulheres nao seja so hoje, seja sempre, todos os dias... Porque todo dia levantamos cedo pra cuidar da nossa familia, trabalhar, estudar...Porque todo dia fazemos jornadas triplas de trabalho, casa e filhos... Porque todo dia cuidamos de nos mesmas, passamos nossos cremes, nos arrumamos... Porque todo dia temos que enfrentar uns 10 leoes pra conseguirmos atingir nossas metas, realizar nossos sonhos...
Especialmente Feliz Dia das Mulheres para os homens que conseguiram superar anos de machismo, patriarcado e opressao, e hoje lutam ao lado das mulheres pra que elas obtenham seus direitos e transformam violencia em flores... que estes homens sejam exemplos para os outros muitos que ainda nao romperam essa barreira infeliz do machismo.
Que a reflexao que ha nesse dia tao importante transforme todos os dias de todos os anos e possamos viver a alegria da igualdade, o respeito a diversidade...
quarta-feira, 4 de março de 2009
O mundo é um moinho...
Voltando a realidade do meu dia a dia... na minha saudade, na minha vidinha... faltando uma semana pra eu completar meus 27 anos tive um momento de reflexão sobre esses 27 anos... o que vivi, os sonhos que realizei e os que o moinho triturou...
Parece que foi ontem que eu fazia 7 anos, me lembro bem desse aniversário, passei a manhã na casa da minha avó, no Méier, a Mada fez bife com batata frita pro almoço e minha avó me deu uma boneca roxa linda, tinha cheiro de uva... minha mãe me deu a boneca que virava flor e depois me perguntou se eu queria ir a casa da tia Lindá, e nós seguimos pra lá de taxi, quando chegamos tinha uma festa surpresa pra mim...tudo do jeito que eu sonhava, minha tia fez os docinhos, arrumou tudo com o tema da moranguinho... acho que foi o melhor aniversário da minha vida, com certeza foi inesquecível...
Também me lembro dos aniversários da adolescencia, sempre cheios de amigos, música, dança, risinhos de todos os lados, paqueras e minha mãe tentando controlar a situação!
Lembro dos meus 15 anos, que não tive festa, mas tive um churrasco na casa do meu tio em Araras, levei meus amigos, minhas primas estavam lá, tudo muito bom, piscina e bagunça o dia todo... e depois a minha primeira viagem pra esse país onde me encontro no momento, e eu nem imaginava que um dia moraria tão perto da Disney... Foram 20 dias, e eu já tava morrendo de saudade, hoje tem exatamente 200 dias que estou aqui, sem comentários... E o melhor de tudo foi chegar em casa, contar as histórias, comer a comida da minha mãe, ouvir meu irmão tocar no violão menininha que ele aprendeu enquanto eu estava fora...
Já na faculdade me lembro da dificuldade de juntar todas as amigas queridas, cada uma morando num lugar mais longe que a outra, acabava fazendo comemorações pingadas, mas todas muito boas, com muita alegria, muita música, festa...
Ano passado, primeiro aniversário com direito a namorado importado dos states (hehe), uma boa praia, com ele, minhas amigas, o sol e o mar de Itacoatiara saudando meus 26 aninhos.
Tantos sonhos, tantas realizações, tantas desilusões... com certeza tudo hoje é uma lembrança que me leva às lágrimas, sonhei tão livre, impunemente que hoje dói crescer, virar gente grande, fazer compras sozinha, pensar nas contas a serem pagas, ter que limpar, trabalhar, cuidar da casa, do marido, da família e ainda arrumar uma força inexplicável pra sonhar, fazer planos, se cuidar, não deixar a peteca cair... mesmo sabendo que mais a frente o moinho da vida pode vir e triturar tudo de novo, e ter que recomeçar novos planos, sonhos...
Acho que a música de Cartola pra sua filha é a mais pura verdade, e que para os pais sempre é cedo pros filhos saírem de casa (pelo menos no Brasil onde família é algo muito importante), e os filhos sempre estão ansiosos pra que este dia chegue... Hoje escuto a música, com uma tristeza que não sentia antes... tudo que eu queria era parar o tempo naquele aniversário de 7 anos e fazer aquele dia ser a minha vida inteirinha... só alegria!
Saudade de minha mãe e seu colinho, de meu pai, de meu irmão, das minhas irmãzinhas queridas, da minha mãedastra (se eu colocar madrasta ela me esgana.rs), da minha avózinha com sua vozinha doce me contando suas histórias, do meu padrinho, das minhas gatas, das minhas amigas...
Saudade de ser criança, de comer besteira e falar bobagem vendo TV até tarde com um monte de amigas em casa...
Mas enfim, "em cada esquina cai um pouco tua vida..." e agora me concentro em não me deixar esquecer quem eu sou, de onde vim, que útero maravilhoso me guardou por meses pra me apresentar a vida, que cidade linda que me acompanhou crescer, que noites lindas de amor, carnaval, boemia que a vida me presenteou, quantas pessoas maravilhosas eu tive o prazer de conhecer....
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