quarta-feira, 13 de maio de 2009
Quem nunca quis ser a bailarina?
De volta as minhas eternas referencias Buarquianas, me pergunto: Quem nunca quis ser a bailarina?
Tudo bem que a vida da bailarina, como consta na musica, parece um bocado monotona, mas temos que admitir que é muito bom viver um pouco a monotonia. Não gostaria de ser eternamente a bailarina, isso nunca! Preciso das minhas calcinhas velhas e dos problemas de familia... Mas a beleza da monotonia me faz falta...
Aquela celebre monotonia do domingo, quando se pede comida chinesa pro almoço só pra não ter que levantar do sofá. E ali come-se assistindo as maiores bobeiras que o domingo brasileiro apresenta na TV. Sem problemas, sem estresses, sem telefonemas, sem obrigações...
Tirando a monotonia da vida da bailarina, há também uma série de maravilhas, como não ter piolho, não acordar com remela, não ter marca de vacina ou unha encardida,nem precisar escovar os dentes ela precisa. A bailarina não tem medo,nem faz pecado...
A parte do pecado deve ser porque ela mora do lado debaixo do Equador, mas ai é outra musica...E que delicia pode ser essa vida sem remelas e piolhos!
Mas ao mesmo tempo, pobre bailarina, não teve primeiro namorado, nem calcinha velha, nem bigode de groselha, nem problemas na familia... Ah, qual é a graça da vida, então?! Volto a pensar que é sim monotona a vida da pobre menina.
Será que a bailarina tira férias da monotonia? Porque eu queria tirar férias do estresse! Ai eu podia trocar com ela, mas só um pouquinho... Ai eu ficava menos medrosa por uns dias, acordava linda, não teria problemas e ela poderia namorar um pouquinho, fazer uns pecadinhos... (essas coisas, que nós “não bailarinas” temos e fazemos o tempo todo)!
Afinal, procurando bem, todo mundo tem... e ela merece ter também!
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